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Brasileirão

Como vinho, quanto mais velho, melhor! Por que alguns jogadores estouram tarde?

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Thiago Galhardo é um dos jogadores que estouraram tarde
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Vina, Thiago Galhardo, Marinho e até Papu Gomez são alguns exemplos de jogadores que explodiram tardiamente no mundo do futebol.

Você já deve ter escutado o termo “Como vinho, quanto mais velho, melhor” e o que isso significa? Que a maturação é o auge de sabor da bebida, pois é nesse momento que as suas propriedades estarão em perfeita harmonia, realçando e valorizando os componentes.

De antemão, isso também acontece no futebol com alguns jogadores que acabam atingindo seu auge de maneira tardia. Mas por quê isso acontece? Quais fatores podem acarretar esse tipo de casos? Enfim, vamos apresentar alguns casos e pontos sobre isso.

Mão do professor! Técnicos que potencializam seus atletas ao máximo

É comum vermos casos de jogadores irregulares, comuns ou mal lapidados renderem ao máximo na mão de certos treinadores, como por exemplo: Marinho com Sampaoli, Papu Gómez com Gasperini, ou o mais recente caso Thiago Galhardo nas mãos de Coudet.

O jogador colorado é o caso que melhor representa essas peculiaridades. Galhardo sempre foi um meia com suas qualidades, porém nada de excepcional e bastante irregular ao longo da carreira. E após o bom ano pelo Ceará, o jogador de 31 anos se transferiu para o Internacional, onde em teoria chegaria para ser uma peça para o meio de campo.

Entretanto, com a lesão de Paolo Guerrero e a falta de boas peças ofensivas, Coudet enxergou em Thiago, uma ótima solução: o meia tornou-se referência do ataque, mudando totalmente suas funções táticas dentro de campo, mais próximo ao gol, virou um dos melhores jogadores do futebol brasileiro nesta atual temporada e de quebra foi convocado para Seleção Brasileira. Na mão do treinador, foram: 21 gols e após sua saída, apenas um gol com Abel Braga.

Isso tudo envolve, a visão de ambos para dentro de campo, como o Coudet soube enxergar Galhardo, e como o camisa 17 absorveu tudo que lhe foi passsado.

Outro exemplo “internacional”, fica por Papu Gómez e Gasperini. O camisa 10 e capitão da Atalanta, rodou diversas equipes pela Europa, até 2016 cair na mão do técnico italiano.

De antemão, o atleta entra no mesmo caso de Galhardo, um bom jogador, irregular ao longo da carreira e que Gasperini soube transformar em um World Class e levar o clube de Bérgamo as fases finais da Uefa Champions League.

O entendimento tático e maturidade técnica são fatores essenciais para qualquer jogador, porém são poucos que conseguem potencializar isso tudo sozinho, por isso existe casos de treinadores que moldam atletas para isso.

Papu Gómez é um dos exemplos de jogadores que atingiram seu auge tarde.

Foto: Reprodução/Atalanta B.C Twitter Oficial

Marinho aprendeu a jogar futebol com Sampaoli

Marinho é um caso de evolução tática que pouco acontece no Brasil. Quando esteva em ótima no Vitória, era comum falarem que era um jogador que pegava a bola, abaixava a cabeça e corria.

Porém, com o técnico argentino, deixou de ser um bom ponta e tornou-se um atacante completo nas mãos de Sampaoli e  que hoje colhe o seu melhor ano na carreira em números. É notório o crescimento técnico e tático que o camisa 11 do Peixe possui hoje.

– Quando falo que ele me ensinou a jogar futebol… Normalmente o treinador me botava pra jogar e falava: “Entra e vai”. Mas ele me chamava toda hora e falava: “Se você não jogar assim comigo, não vai jogar. Vai fazer gol, mas vai voltar pro banco”. Ele falava: “Quero que você jogue assim”. Comenta Marinho em entrevista no Bem Amigos.

Confiança e maturidade são fatores que afetam no rendimento alcançado pelos atletas

Vina vem sendo um dos grandes jogadores do futebol brasileiro nesta atual temporada. Com 48 jogos, 18 gols marcados e e 16 assistências, vem demonstrando um ótimo futebol pelo Vozão.

Vinícius ou melhor Vina, comentou sobre sua regularidade e maturidade que vem tendo em 2020, algo que nunca teve em nenhuma outra fase da carreira.

– Eu digo maturidade, repito isso. Conforme a gente vai tendo as dificuldades na vida, na carreira, a gente vai criando maturidade, vai aprendendo com os erros. Hoje eu me sinto um cara mais maduro, mais preparado, muito mais atleta. Nada é por acaso e as coisas refletem em campo – declarou Vina nesta temporada 2020. 

Quando falamos em maturidade, não é apenas o no sentido humano da palavra, é também no sentido profissional. Vina hoje sabe o que é ser atleta, sabe onde deve jogar, como ajudar a equipe, como deve se posicionar dentro do elenco e isso tudo acarreta em uma confiança que nunca teve antes, e esse combo de motivos acaba sendo refletido dentro de campo.

Vina, Thiago Galhardo, Marinho, Papu Gómez são exemplos muitos parecidos e que não devem ser considerado sorte e sim, fruto de um trabalho que conta com um contexto completo desde pessoal, tático e técnico para acontecer.

Para mais textos e contato: Vinícius Mota

 

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