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Brasileirão

De Sidão a Kieza: o time dos piores investimentos do São Paulo na década

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Os piores investimentos do São Paulo

São Paulo sempre buscou inestir em diversos jogadores, porém nem sempre deu certo. Então listamos um time com os piores investimentos na década.

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Ao longo dos anos, o São Paulo sempre buscou contar com bons investimentos em seu plantel. Desde garotos de cotia ou até contratações caras. Porém, nem sempre, o Tricolor acertou em seus investimentos.

Então pensando nisso, eu e os colunistas Odilon Junior e Matheus Batista decidimos  montar uma equipe dos piores investimentos da década do São Paulo.

Entretanto, visando ter um critério, optamos por expectativa x futebol entregue, diminuindo (bastante) a quantidade de erros do time do Morumbi.

Sidão

Ser goleiro no São Paulo não é uma tarefa nada fácil. Desde aposentadoria de Rogério Ceni, alguns nomes passaram pela posição e não deixaram saudades. Denis, Renan Ribeiro, Jean e, o que mais decepcionou dentro de campo, Sidão. Indicado pelo próprio Ceni, Sidão chegou com moral ao Tricolor, após ótima temporada pelo Audax e Botafogo.

Apresentado como goleiro moderno, que sabe jogar com os pés, chegou em 2017 e logo assumiu a titularidade. A princípio, chegou a ter bons momentos, inclusive, quando brilhou na decisão de pênaltis da “importantíssima” Flórida Cup. Contudo, definitivamente a sua passagem pelo São Paulo ficou marcada pelas constantes falhas como versus Ponte Preta e Santos, onde o mesmo assumiu as falhas. Atualmente, Sidão pertence ao Goiás, mas atua no Figueirense, por empréstimo.

Clemente Rodríguez

Com três taças da Libertadores, uma medalha de ouro, uma participação em Copa do Mundo e uma nomeação para a Seleção da Libertadores 2012, o lateral argentino desembarcou em São Paulo com alguma expectativa, após não renovar seu contrato com o Boca Juniors. Entretanto, logo na estréia, já mostrou a que veio: foi expulso no segundo tempo e o Tricolor foi derrotado para o Bahia, em pleno Morumbi.

Se mostrando uma absoluta decepção, Clemente Rodríguez entrou em campo pelo São Paulo apenas três vezes em mais de um ano e meio de clube, e acabou tendo seu contrato rescindido em fevereiro de 2015. Voltou para seu país, mais precisamente para atuar no Colón, onde segue até hoje.

Lúcio

O pentacampeão mundial em 2002, chegou ao São Paulo em 2013, a custo zero para ser novo “xerife” da defesa do São Paulo na Libertadores. Porém, com jogos abaixo do seu nível. Lúcio não teve uma boa passagem pelo Tricolor Paulista com 35 jogos, ficou marcado pelas suas expulsões. Foram três nos primeiros cinco meses, a mais marcante delas contra o Atlético Mineiro, pela Libertadores, no qual o Tricolor estava ganhando de 1×0, porém, após a sua expulsão, o Galo conseguiu a virada e posteriormente classificou para as quartas de finais, multado, pouco tempo depois foi para o rival Palmeiras.

Lucão

Lucão veio como uma grande aposta para a base, chegou ao São Paulo em 2008, mostrou muito potencial na equipe juvenil, porém no profissional não teve sucesso. Estreou na equipe principal com apenas 17 anos, contra o Bayern de Munique em um amistoso (derrota de 2×0), o zagueiro ficou no São Paulo até 2017, acumulando 87 jogos, muito criticado pela torcida por conta de suas falhas. A mais marcante delas contra o Corinthians em 2016, o Tricolor perdeu por 2×0, porém, o defensor ficou marcado pelo erro em recuar a bola para Denis, porém acabou parando nos pés de Lucca para abrir o placar, desde então, Lucão não conseguiu render o esperado.

Bruno Peres

“Bruno Peres é nosso, Papai” Assim, foi anunciado por empréstimo em 2019, junto a Roma. Chegou como esperança de solução para o problema da lateral direita do São Paulo. Bruno Peres estreou marcando o gol da vitória contra o Ceará. O defensor, mostrou que continuava com suas deficiências defensivas, mesmo pós Europa.

Todavia, o lateral atuou apenas 28 vezes com a camisa tricolor, e não lembrou nada, a sua boa passagem pelo Torino.

Marcelo Cañete

Contratado em 2011 pela bagatela de R$4,5 milhões, Cañete chegou ao São Paulo com o apelido de “Novo Riquelme” por ter se destacado muito nas categorias de base do Boca Juniors, além de também ter usado a 10 dos xeneizes.

Porém, dentro de campo, o argentino naturalizado paraguaio ficou muito longe de apresentar um futebol sequer parecido com o de Román. Sofreu com lesões e, em quatro anos de clube, disputou apenas 23 partidas, nas quais não demonstrou um bom futebol. Na verdade, talvez em uma delas, contra o Atlético Sorocaba pelo Paulistão 2013, quando fez o seu único gol (um golaço) vestindo a camisa tricolor. Hoje, com 30 anos, a antiga promessa usa a camisa 10 do Cobresal, do Chile.

Rodrigo Souto

Chegou ao São Paulo em 2010, em uma troca com o volante Arouca que foi para o Santos. Com boa passagem pelo Santos, levando o clube alvinegro a Libertadores de 2008. Souto chegou aos 26 anos, com pompa de jogador experiente, espírito de liderança e de ótima qualidade para o meio de campo, principalmente por ser um primeiro volante com boa jogada área. Algo que o tricolor buscava no início da década. Já que os outros volantes eram jovens demais como Casemiro, Wellington.

Anteriormente, visto como um grande chapéu no Santos, o médio defensivo nada lembrou aquele jogador extremamente importante no time do alvinegro praiano. Atuou em 73 partidas, marcou três gols pelo clube tricolor, já pelo Santos foram 11. Com erros bobos, deixou de ser um marcador firme e passou ser facilmente driblado. Por fim, Arouca tornou-se um grande jogador pelo Santos, deixando ainda mais evidente, o erro que o Tricolor cometeu.

Wesley

“O Wesley chega para fechar o nosso grupo. Ele é um jogador versátil, que teve passagens por clubes importantes e que com certeza será muito útil para qualificar ainda mais o nosso elenco”, essas foram as palavras do gerente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro. Sobre uma das unanimidades no quesito piores contratações da história: Wesley. O meio campista que veio diretamente do rival Palmeiras, após boa campanha pela série B. Porém, o box-to-box tricolor não deixou saudades. O camisa 19 não rendeu em campo, e nem caiu nas graças da torcida.

Principalmente pela falta de intensidade dentro de campo e claras deficiências técnicas e táticas, pois no ataque pouco produzia e na defesa praticamente era nulo. O estopim com a torcida foi na confusão do ct em 2016, quando o jogador foi agredido pela torcida pela sua falta de entrega. O jogador rescindiu o seu contrato em 2017, por fim, o meia entrou com uma ação em 2019 contra o clube, porém perdeu.

Ricardo Centurión

O desejo de contar com um dos jogadores mais promissores do futebol argentino era tão grande que o São Paulo decidiu fazer um empréstimo de 12,7 milhões de reais com Vinícius Pinotti que, posteriormente, seria diretor executivo de futebol do São Paulo. Herói do título argentino do Racing em 2014, Centurión despertou muita expectativa na torcida com suas boas atuações e estilo de jogo ousado logo nas primeiras partidas pelo clube paulista. Porém, com o tempo, aquele futebol bonito foi sumindo, e o jogador acabou ficando marcado por péssimas atuações, não justificando o grande esforço feito para contratá-lo.

Em 80 jogos, o argentino marcou apenas 8 gols e, após ficar encostado no elenco, foi emprestado ao Boca Juniors, onde reencontrou o bom futebol e foi vendido ao Genoa por 12,96 milhões de reais, deixando ao São Paulo um prejuízo representado apenas pelos juros do empréstimo. Em 2020, Centurión foi contratado pelo Vélez Sarsfield, da Argentina.

Kieza

Segundo maior artilheiro de 2015 com 29 gols pelo Bahia, Kieza chegou com uma das grandes contratações de 2016, feita pelo Tricolor. Apresentado como uma das referências para a temporada, o capixaba teve passagem extremamente rápida, por conta de um jogo em específico: São Paulo x The Strongest.

A partida era válida pela fase de grupos da Copa Libertadores, São Paulo estava perdendo, e o atacante entrou no segundo tempo com a missão de marcar o gol de empate. Contudo, em lance a frente do goleiro, o centroavante finalizou para fora, deixando a torcida em desespero. Foi o que precisava para a torcida tricolor fritar o atacante que em menos de 3 meses de clube. Posteriormente, foi vendido ao Vitória.

Kieza foi um dos piores investimentos do São Paulo

Lance vs The Stronghest

Éverton Felipe

Contratado junto ao Sport por R$6 milhões, Éverton Felipe escolheu o São Paulo, em uma disputa pela sua contratação com o Flamengo. Ainda pelo time de Recife, o meia-atacante vinha se destacando, porém com uma lesão no joelho acabou caindo de rendimento.

Desde que chegou ao São Paulo, E. Felipe somou 21 jogos, com nenhum gol, e atuações horríveis, o jogador não deixa saudades, mas ainda tem contrato com o tricolor.

Os piores investimentos do São Paulo

Na década, São Paulo erra mais do que acerta

Se analisarmos a fundo, o Tricolor paulista errou mais do que acertou em suas contratações. A gestão Leco, Aidar e outras, buscaram atletas supervalorizados que não deram retorno financeiro e esportivo ao clube.

Vinícius Mota, Odilon Junior e Matheus Batista

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