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O Esporte Atuando Contra O Tráfico

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Em nosso país, o futebol é a maior referência para qualquer criança ou adolescente que pretende entregar a sua família uma melhor condição de vida e moradia. Mas quando as opções esportivas não são viáveis, por que a criminalidade muitas vezes se torna a sua primeira opção?

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Em primeiro lugar, quando falamos sobre a questão de ser jovem periférico já podemos abordar o fator das condições financeiras da grande maioria dos moradores que ali vivem. Muitas vezes são ganhos inferiores a um salário mínimo e meio. Neste, mesmo sentido, encontramos e vivenciamos histórias de mães solo que criam e cuidam de três a cinco filhos em casas apertadas – fora outros problemas.
Depois, podemos abordar a questão psicológica dessas mães e dos seus filhos.

NADA JUSTIFICA UM JOVEM A ENTRAR PARA A CRIMINALIDADE

Não para nós, que acompanhamos “de fora” a sua vida e suas escolhas… mas talvez nesse ramo ilegal, os jovens que ali são recrutados (infelizmente) veem o tráfico como uma opção para ajudarem suas famílias, na grande maioria das vezes.
Em outras, o “recrutado” pensa no status do círculo social em que está inserido – contribuindo também o fato de participar de um grupo criminal em que outros amigos estão.
Uso como exemplo – não sobre o tráfico, mas algo similar –  a história de Dadá Maravilha, o quarto maior artilheiro da seleção brasileira. E Dadá foi bandido. Largou a “vida” após ver seu comparsa morto depois de uma tentativa de assalto a uma mercearia. Após esse fato, o atacante de uma das seleções mais marcantes de todos os tempos – ainda que reserva em 70 –   se alistou no exército. Lá teve o primeiro contato com a bola… depois, vocês sabem o que aconteceu: muitos gols, títulos e muita histórias para contar.

ONDE O ESPORTE SE ENCONTRA NISSO?

Muitas vezes o ramo esportivo pode ser visto como uma luz para qualquer morador da periferia. Pessoas que nasceram com o dom do esporte, seja futebol, vôlei, basquete, atletismo, diversas modalidades de lutas, enfim.  Porém, o investimento em esporte nas periferias é escasso; poucas vezes o poder público toma a atitude de revitalizar algum espaço esportivo dentro das comunidades.  E isso – não tenham dúvida –  é extremamente prejudicial para a luta diária de tentarmos evitar que os jovens entrem para o tráfico; afinal, se são esquecidos pelo estado, adivinhem “quem” vai recebê-los?
Acredito que  com um maior investimento nos esportes e na educação, vidas poderão ser poupadas, talentos descobertos e enfim … a periferia terá ainda mais motivos para sorrir.
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