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Que São Paulo podemos esperar para o mata-mata?

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O que esperar do São Paulo para o mata-mata?

O São Paulo está classificado para a fase eliminatória do Paulistão. Alternando entre partidas boas e ruins, confira uma projeção sobre a versão da equipe que veremos no mata-mata?

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Neste domingo (26), o São Paulo encerrou sua campanha na fase de pontos corridos do Campeonato Paulista. O Tricolor se classificou como líder do Grupo C e em terceiro lugar na tabela geral. A campanha do clube foi muito boa. Foram 21 pontos conquistados, a maior marca desde 2015, quando obteve 32 pontos. No entanto, naquela oportunidade eram 15 rodadas a disputar, contra 12 partidas realizadas em 2020. Sendo assim, fica evidente a evolução da equipe do Morumbi sob o comando de Fernando Diniz.

Porém, é de senso comum que quando as fases eliminatórias chegam, outro campeonato se inicia. Nos últimos anos, o São Paulo tem encontrado muitas dificuldades para vencer clássicos, algo absolutamente fundamental para a conquista do estadual. Durante a gestão Leco, o aproveitamento do Tricolor nesse tipo de jogo é baixíssimo, sobretudo contra Corinthians e Palmeiras. Entretanto, neste mesmo período, é de Fernando Diniz o melhor aproveitamento contra os outros três grandes do estado. Sendo assim, o cenário parece animador para os tricolores.

O São Paulo parece ter encontrado um padrão

Nas últimas temporadas, uma das grandes reclamações da imprensa e dos torcedores são-paulinos era a falta de um padrão de jogo para o clube. Entretanto, este não parece ser um problema do time de Fernando Diniz. Nem os mais ferrenhos críticos do comandante tricolor costumam dizer que suas equipes não são padronizadas. Afinal, contratar este treinador significa apostar em uma ideia, uma filosofia de futebol ofensivo e vistoso. E isso, pelo menos atualmente, não falta ao São Paulo.

O maior exemplo disso foi a partida deste domingo (26), contra o Guarani. Com excessão de Tiago Volpi, o São Paulo veio a campo com seus reservas e, sendo assim, muitos esperavam uma equipe fragilizada. Houve até aqueles que disseram ser um sinal de que o Tricolor entregaria o jogo para prejudicar seu rival Corinthians. Porém, o que se viu em campo foi um time muito bem treinado, com todos jogadores entendendo seus papéis em campo e repetindo o padrão tático do plantel titular. Os gols apareceram em jogadas muito bem trabalhadas e a vitória veio.

Uma base forte gera boas opções para o elenco

O São Paulo é mundialmente conhecido por gerar grandes talentos. De Kaká a Lucas Moura ou de Casemiro a Militão, as categorias de base do clube tricolor costumam trabalhar muito bem suas promessas, sobretudo durante a “Era Cotia”. Sendo assim, é um casamento perfeito com o trabalho de Fernando Diniz, que também gosta de trabalhar com jogadores jovens. O meia Igor Gomes é um grande exemplo de atleta que cresceu muito de produção sob o comando do atual técnico são-paulino.

Com a venda de Antony para o Ajax, muito se discute sobre um possível substituto para o atleta, e a solução parece mesmo vir da base. Após as ótimas atuações de Helinho e Paulinho Bóia na partida contra o Guarani, ambos jogadores aparecem como opções, já que possuem características semelhantes as do ex-camisa 11 do São Paulo. Além disso, o Tricolor também possui boas alternativas para a zaga, com Diego Costa, e para o meio de campo, com Rodrigo Nestor. Isso, é claro, sem citar os já consolidados no elenco profissional, como Liziero e Luan. E, se o assédio dos europeus é uma preocupação, a certeza de possuir outras estrelas em Cotia é um bálsamo.

Momento de aproveitar a fragilidade dos rivais

Se o São Paulo parece encontrar o caminho certo, seus rivais ainda buscam o melhor momento. O Tricolor foi o único a começar o ano de 2020 com o mesmo treinador que terminou 2019. Sendo assim, enquanto o clube do Morumbi possui um projeto em andamento, Corinthians, Palmeiras e Santos estão no ínicio de seus trabalhos. Essa pode ser uma grande oportunidade para quebrar os tabus e encerrar um jejum de 15 anos sem conquistar o estadual.

Apesar de ter a segunda melhor campanha do Paulistão, o Palmeiras ainda não conseguiu empolgar dentro de campo e ainda perdeu Dudu, seu melhor jogador nos últimos anos. Já o Santos sofre com a transição do futebol total de Sampaoli para o novo estilo de Jesualdo e somou apenas um ponto nas duas partidas pós-retorno. Em contrapartida, o Corinthians, que quase não conseguiu se classificar para o mata-mata, retornou bem e já começa a criar expectativas. No entanto, a mudança brusca de Carille para Tiago Nunes ainda pode pesar para os alvinegros.

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